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Apesar da exuberância, a desigualdade é grande

Natal, 16 de Novembro de 2018 | Cultura , Economia , Política , Finanças, Gestão, Pessoas , Negociação Coletiva e sustentabilidade.

Marcelo de Souza

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17 jan 2011

Apesar da exuberância, a desigualdade é grande


Apesar da exuberância, a desigualdade é grande

Apesar da exuberância, a desigualdade é grande
por Tereza Cruvinel

A China cresce e coleciona recordes, mas enfrenta enormes desafios internos. E o maior deles é a redução das desigualdades sociais.

Se em Pequim, Xangai, Nanjing e outras grandes cidades o consumo, as obras e o esplendor urbano sugerem um país de primeiro mundo, existe uma China profunda, em que sobrevivem o atraso, os velhos costumes e mesmo as edificações dos anos 1950, velhos edifícios com esquadrias ameaçando cair.

Os jornalistas latino-americanos foram levados também a este outro lado da China, visitando a capital, Guiyang, e outras localidades da província de Guizhou, no sudoeste do país.

Nestes “burgos podres” da China, a renda per capita é muito inferior à dos grandes centros. O governo central faz agora um esforço uniformizador de desenvolvimento, direcionando investimentos e empréstimos para as regiões mais atrasadas.

Isso é notável em Guiyang, onde prédios novos e modernos, alguns em construção, shoppings recém-inaugurados e obras viárias convivem com velhos conjuntos habitacionais da era Mao, ou até de antes da revolução.

Velhos hábitos, como o de vender comida à larga nas ruas, em grandes tendas próximas dos novos shoppings, dão a Guiyang a estranha fisionomia de uma cidade em plena mutação. De uma rua relativamente atraente, entra-se em uma transversal pontilhada por cortiços, os “huotongs”. Em Pequim, eles ainda existem, mas são murados e relativamente urbanizados.

O êxodo rural é um problema. Os camponeses cada vez mais abandonam suas terras em busca de empregos nas cidades, em movimento parecido com o que o Brasil viveu nos anos 1970, e cujo resultado nós sabemos: cidades inchadas, com favelas e violência.

Outros são obrigados a deixar suas terras, desapropriadas para obras de infraestrutura. O governo os transfere para condomínios urbanos, onde ganham apartamentos, que nunca sonharam ter, de até 160 metros quadrados, com pisos de porcelanato, toscamente decorados com flores artificiais, em um país que tem as mais belas flores do mundo. As roupas secam nas janelas e varandas. Eles garantem estar muito bem assim, com seus novos empregos, frequentemente sazonais.

Também em Guizhou vivem algumas das mais de 50 etnias minoritárias da China. Entre elas, predomina a etnia Han. Visitamos uma delas, o povo Miao, que vive em uma vila bastante medieval, dedicada ao artesanato e à agricultura de subsistência, divertindo-se com artes tradicionais, como o teatro de máscaras e danças típicas. Fomos recebidos com festa e convidados a nos regalar com a comida típica e, sobretudo, a beber o Moutai, um destilado de arroz.

A questão dos direitos humanos é outro ponto sensível para os integrantes do governo. No Plano Nacional de Direitos Humanos, há um capítulo para as minorias, com políticas especiais nas quais se destacam o direito a ter até dois filhos (ficando a maioria Han condicionada a ter apenas um) e a implementação de políticas afirmativas, como a de cotas para acesso à universidade.

O êxodo urbano e a desigualdade de renda são problemas sensíveis, que podem, a médio ou longo prazo, gerar um profundo ressentimento social. O governo chinês tem clara noção disso, mas parece acreditar que seu planejamento será mais eficaz, garantindo a mudança social e a inclusão no tempo certo e necessário.



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