Brasil desaquece menos no 2o trimestre e tem semestre recorde – AG. REUTERS
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) – A economia brasileira desacelerou menos que o previsto no segundo trimestre, depois de um início de ano robusto, contribuindo para que o crescimento acumulado na primeira metade de 2010 fosse o maior da série histórica.
Alavancado principalmente pela agropecuária e por investimentos, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,2 por cento no segundo trimestre ante os três meses anteriores, quando a alta havia sido de 2,7 por cento.
Frente ao mesmo período do ano passado, a atividade se expandiu 8,8 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. No primeiro trimestre, a alta na comparação anual foi de 9,0 por cento.
Analistas consultados pela Reuters previam, pela mediana das estimativas, expansão trimestral de 0,7 por cento e avanço na comparação anual de 8,0 por cento.
De janeiro a junho, o país cresceu 8,9 por cento –melhor desempenho para um semestre desde o início da série, em 1996.
O dado reforçou entre alguns analistas a avaliação de que o aumento do juro básico possa ter que ser retomado em 2011. O Banco Central, no entanto, sustentou que os dados confirmam seu diagnóstico “de que a economia se desloca para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio” e reafirmou em nota a previsão de crescimento de 7,3 por cento neste ano.
No mercado futuro de juros, as taxas subiram. “A economia continua com crescimento robusto, mesmo depois de retirados os estímulos que levaram ao crescimento excepcionalmente forte do primeiro trimestre. A economia desacelerou, acomodou um pouco, mas não no ritmo que se esperava”, comentou Newton Rosa, economista-chefe da Sulamerica Investimento.
Segundo o IBGE, a expansão brasileira ficou abaixo da observada em economias como Chile (4,3 por cento), México (3,2 por cento) e Alemanha (2,2 por cento), mas superou a de União Européia (1 por cento), Estados Unidos (0,4 por cento) e Japão (0,1 por cento). Continuação…

