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Um golpe sitiado? por Juarez Guimarães via Carta maior

Natal, 26 de Setembro de 2018 | Cultura , Economia , Política , Finanças, Gestão, Pessoas , Negociação Coletiva e sustentabilidade.

Marcelo de Souza

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14 abr 2016

Um golpe sitiado? por Juarez Guimarães via Carta maior


Um golpe sitiado?

A campanha pública crescente e vitoriosa de denúncia nacional e internacional do golpe coloca sob pressão os deputados a favor do impeachment.

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Juarez Guimarães

Valter Campanato / Agência Brasil

Sabe-se que a melhor mentira é aquela que contém a maior dose possível de verdade. O “editor-geral” da mídia golpista brasileira – sempre dando crédito ao veterano Bernardo Kucinsky –  também sabe disso e procurou transformar a operação mudança de posicionamento da direção nacional do PP no fator definidor da vitória do impeachment. A operação desembarque do PMDB – aquela que não houve, pois de sete ministros saiu apenas  um – já havia tentado construir esta narrativa.

O caso do PP, legenda e não partido,  sob o qual se abrigam 47 deputados, é uma boa mostra de como eles agem. O novo acordo de sua direção partidária  com o governo Dilma ocorreu logo após o desembarque, que não houve, dos ministros do PMDB. A estratégia dos golpistas foi, então, desconstituir este acordo.

Coincidentemente, no dia 30 de março, Janot, em ação inusitada porque concentrada apenas em um partido, denunciou ao STF sete políticos de ponta deste partido, entre eles deputados federais. Alguns dias depois, noticiou-se que o presidente do PP foi chamado para fazer um acordo com Temer na casa de um amigo comum em São Paulo. O que ali se discutiu não sabemos: desta vez, Moro não grampeou. Mas imagina-se. A questão da corrupção foi a presença lacunar do discurso auto-vazado do tenebroso Temer, como já se registrou.

Feito o acordo, tratava-se de extrair-lhe o máximo rendimento político. E, se os oligopólios de mídia registraram em uníssomo, fazendo um arrastão midiático da derrota definitiva do governo Dilma, a excelência da mentira ficou com o site Uol, do sinistro Frias, o mesmo que em editorial havia afirmado “Nem Dilma, nem Temer”. O que é um site de notícias consagrado como mentiroso? Quanto vale? Pois o UOL, que já havia plantado uma mentira sobre uma grave cisão no PT, plantou outra: foi o único que registrou uma votação majoritária de 37  a 9 de votos favoráveis ao impeachment em uma reunião de deputados pepistas. Um outro registro foi: 24 a 12, mais ausências e indefinições. Qual será a versão verdadeira?  Mas, no dia seguinte, o UOl emplacou outra grave mentira: ministros do governo Dilma declararam – sempre em  of – que a causa estava perdida! Quais ministros? O Uol se vale das contas dos golpistas e fala em nome dos que resistem a eles? Nenhuma pessoa séria, de que ideologia for,  deve ler mais o UOL, nem assiná-lo! Para que?

O cientista político e professor Fabiano dos Santos é, sem dúvida, o colega mais autorizado a fazer previsões sobre o comportamento do Congresso Nacional, devido ao acúmulo de pesquisas e estudos que já fez e orientou em seu laboratório de estudos. Antonio Carlos de Queiroz, que acompanha a Câmara Federal há décadas, tem um ponto de vista semelhante. Ambos avaliam que a disputa está indefinida, em um quadro em que lideranças partidárias e líderes de bancada não controlam suas bases.

Os golpistas obtiveram cerca de 58 % dos votos na Comissão contra 41 % favoráveis ao governo, vindos de onze partidos. É uma situação muito diversa  daquela de Collor, que foi derrotado na Comissão por 94,5 % dos votos! Mas a diferença maior não está aí: as ruas estão cada vez mais fortes e falando cada vez mais alto contra os golpistas. E isto pode fazer toda a diferença.

Opinião pública e representação

Todas as tentativas fracassadas do segundo governo Dilma  em compor uma base majoritária na Câmara Federal já se deram em um ambiente de brusca e drástica perda de popularidade. Este foi o grande custo democrático da desastrada e desastrosa opção econômica de política econômica encarnada por Joaquim Levy. Em uma Câmara Federal conservadora e venal, organizar uma base parlamentar majoritária seria possível caso o governo tivesse uma popularidade alta ou crescente.  Com  emendas de orçamento compulsórias, com a prioridade dada à votação aos vetos do governo, a Câmara Federal cresceu seu poder diante do governo.

Daí houve a tentativa inicial, após a derrota mal trabalhada e mal formulada diante de Eduardo Cunha na presidência da Câmara, de salvar-se entregando cada vez mais – inclusive o Ministério das Relações Institucionais – a Temer! Sem ironia, foi uma temeridade! Temer logo se afastou do cargo e passou, empoderado, a conspirar com o PSDB, PPS, Solidariedade e DEM na casa de Moreira Franco, como se sabe desde meados de 2015. Logo, lançou o regressivo “Uma ponte para o futuro”. E começou a se colocar como o fiador de uma “unidade nacional”, já antes da tentativa fracassada do encaminhamento do impeachment no final do ano passado.

O governo recompôs-se com uma nova repactuação com setores do PMDB, via PMDB do Rio de Janeiro e outros. Os golpistas trataram, então, de obter uma maioria no PMDB do Rio em favor do impeachment. O governo, então, procurou recompor-se  novamente com o PP, a terceira legenda em número de deputados da Câmara Federal. Os golpistas, enfim, se moveram agora para quebrá-la.

Este jogo parlamentar errático, no entanto, têm sua âncora: a baixa popularidade do governo Dilma. Mas é uma situação diferente em relação ao tema do impeachment como golpe: são os golpistas que estão perdendo a batalha da opinião pública e hoje a corrente contra o impeachment  é muito mais ampla, forte e plural do que aquela dos apoiadores do governo Dilma.

Assim o deputado federal que votar contra o impeachment não terá diante de si um público hostil mas aplauso de multidões cada vez mais numerosas. Cunha e a Globo armaram a cena dominical: mas, no mínimo, a denúncia do golpe terá uma voz de potência igual nas ruas. Se não for, maior, pois é ela que está em um crescendo.

É, por isso, que Frias faz um editorial não apoiando o golpe embora esteja na ponta de lança de sua construção através de seu instrumento de maior penetração, o site UOL. É por isso que Cunha corre contra o tempo. É por isso que os tucanos caem nas pesquisas. É, por isso, que o apoio ao impeachment está caindo. É, por isso, que Lula está subindo nas pesquisas.

É, enfim, por tudo isso, neste tempo de simulacros, no qual  corruptos querem cassar uma presidenta inatacável e inimigos do povo se vestem de verde-amarelo, que não é verdade como diz a retranca do jornal dos Frias, “governo sitiado”. Não serão, ao contrário, os golpistas quem estão sob cerco crescente da opinião pública democrática brasileira?



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