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Uma cidade mais vertical e compacta pode melhorar a vida dos paulistanos, defende Secovi

Natal, 16 de Novembro de 2018 | Cultura , Economia , Política , Finanças, Gestão, Pessoas , Negociação Coletiva e sustentabilidade.

Marcelo de Souza

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25 jan 2011

Uma cidade mais vertical e compacta pode melhorar a vida dos paulistanos, defende Secovi


Uma cidade mais vertical e compacta pode melhorar a vida dos paulistanos, defende Secovi

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Repensar a cidade de São Paulo é o que logo vem à mente de quem lida com as questões urbanas do maior município da América Latina que hoje (25) completa 457 anos. As ideias para melhorar a condição de vida da população podem se conflitar, mas é senso comum que os principais problemas a serem enfrentados atualmente são efeitos de um crescimento desordenado.

Para João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), entidade que reúne 40 mil empresas do setor imobiliário e condomínios do estado de São Paulo, transformar áreas degradadas em edifícios multifuncionais pode ajudar a reduzir o déficit habitacional e ser uma solução para o caos da mobilidade. Ele destaca que o ideal é morar ao lado do trabalho, de áreas de lazer, cultura e de estabelecimentos que ofereçam boas opções gastronômicas, produtos e serviços da rede varejista a exemplo do que se encontra no Conjunto Nacional, existente na Avenida Paulista.

Mas qualquer plano nesse sentido passa antes, conforme observou, por uma revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). O sindicalista faz parte de um grupo de líderes empresariais que estará discutindo ao longo deste ano propostas para alterar ou aprimorar a norma de ocupação urbana. Para se ter um ideia da complexidade do assunto, ele contou que em 1880 a capital tinha 60 mil habitantes, número que saltou para 11 milhões, espalhados por l, 5 mil quilômetros quadrados (km²).

“Passados 130 anos, houve uma multiplicação por 60, 70 vezes [no número de habitantes]. É muita coisa, a cidade cresceu demais. E se gente incluir os demais municípios da região metropolitana são 20 milhões [de pessoas].”

Na opinião do presidente do Secovi a falta de planejamento na ocupação urbana está vinculada às raízes culturais. “Nossa cultura italiana, portuguesa, libanesa não é muito de programar, ao contrário do americano, do anglo-saxônico,do inglês. Nova Iorque, por exemplo, saiu de 2 milhões de habitantes entre 1880 para 8 milhões de habitantes multiplicou por 3 ou 4 e, mesmo assim, de maneira programada.”

No entanto, reconhece alguns nomes de estrategistas que souberem enxergar a capital paulista além de seu tempo entre eles os urbanistas João Teodoro e Prestes Maia, além do engenheiro Figueiredo Ferraz. Ele destacou ainda a participação de Marta Suplicy pelo fato de ter surgido, durante a gestão dela à frente da Prefeitura, o PDOT. Embora seja um crítico do modelo criado, afirma que pelo menos existe um ponto de partida.

Em São Paulo muitas pessoas preferiram morar em condomínios distantes do centro, em Granja Viana, ao sul, em Alphaville, a oeste e na Serra da Cantareira, ao norte. “Enquanto no centro da cidade existem 40 empregos por habitante, em Itaquera, por exemplo [bairro da periferia da zona leste] há 20 habitantes por emprego, resultado do espalhamento o que é uma perversidade com o trabalhador que chega a demorar três horas para chegar ao trabalho ou voltar para a casa.”

Crestana defende ser consenso em todo o mundo que o melhor modelo de ocupação é o feito de maneira compacta, densa, e mais vertical. “Só que verticalizada com inteligência, com arquitetura bonita, área verde, com obras de drenagem para evitar as enchentes”, completou.

Entre as áreas que considera passíveis de mudanças estão os velhos galpões da Avenida Presidente Wilson, que começa na região do ABC Paulista e termina no bairro da Mooca, na zona leste. “São mais ou menos 10 milhões de metros quadrados e dos cerca de 300, 400 galpões apenas uns 20 têm valor histórico como o ex-moinho Santo Antônio.”

O superintendente da organização não governamental (ONG) Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida, também defende que adensar mais a população com presença mais compacta na região central pode propiciar melhor condição de vida. “A função habitacional do centro deve ser estimulada porque, em relação a outros países, a densidade é muito baixa. A cidade se espalhou demais, o que torna a área urbana ineficiente, pois as pessoas têm de deslocar de muito longe sem contar [para isso] com um sistema de transporte eficiente.”

Ele observa que na região central há uma característica multifuncional, pois concentra boas ofertas de escolas, comércio, além da presença de vários órgãos públicos e de pontos culturais como o Banco do Brasil e a Biblioteca Mário de Andrade, que será reaberta hoje (25) depois de permanecer fechada para reforma desde 2007.

Almeida reconhece ser impossível que todos passem a morar na região central, mas vê a chance de um aproveitamento maior desse espaço e do entorno. Ele acredita que o fato de 2012 ser um ano de eleição municipal, isso ajudará na adoção de um novo PDOT, que venha a direcionar caminhos não apenas para solucionar os problemas atuais, mas pensando na cidade daqui a 20 ou 30 anos.

Edição: Talita Cavalcante



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