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	<title>Marcelo Souza</title>
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		<title>Para Pochman não há nova classe média, em entrevista a Carta Capital</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 21:28:51 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[em entrevista a Carta Capital]]></category>
		<category><![CDATA[Para Pochman não há nova classe média]]></category>

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		<description><![CDATA[  Para Pochman não há nova classe média Presidente do IPEA, crê no surgimento de uma classe trabalhadora consumista, individualista e despolitizada Marcio Pochmann: ‘Ascensão da classe trabalhadora dá sinais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address> </address>
<div class="post hentry" style="position: relative; min-height: 0px;">
<h3 class="post-title entry-title" style="position: relative; font: normal normal bold 18px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin: 0px;"><a style="font-weight: normal; line-height: 19px;" href="http://www.palavrasdiversas.com/2012/05/para-pochman-nao-ha-nova-classe-media.html"><span style="color: #000000; font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: x-small;">Para Pochman não há nova classe média</span></a></h3>
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<div class="post-body entry-content" style="width: 618px; position: relative;">
<table class="tr-caption-container" style="text-align: -webkit-auto; margin-bottom: 0.5em; position: relative; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 4px;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto; line-height: 19px;" href="http://1.bp.blogspot.com/-GAXfOYNtxHQ/T7aeNCt9KBI/AAAAAAAACJ4/ST4xmyMSRWk/s1600/marcio-pochmann-presidente-do-ipea-19-01-10.jpg"><span style="color: #000000; font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: x-small;"><img style="border-width: initial; border-color: initial; position: relative; border-style: none;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GAXfOYNtxHQ/T7aeNCt9KBI/AAAAAAAACJ4/ST4xmyMSRWk/s400/marcio-pochmann-presidente-do-ipea-19-01-10.jpg" alt="" width="400" height="285" border="0" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: x-small;"><span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;">Presidente do IPEA, crê no surgimento de uma classe trabalhadora consumista, individualista e despolitizada<a name="more"></a></span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Marcio Pochmann: ‘Ascensão da classe trabalhadora dá sinais de esgotamento’</p>
<p>Prestes a disputar a eleição municipal em Campinas, o economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nega a existência de uma nova classe média no Brasil em seu novo livro A Nova Classe Média?, da Editora Boitempo.</p>
<p>Na obra, o economista defende a tese de que a mudança social dos últimos oito anos não resultou na criação de uma nova classe média no País. Segundo ele, os empregos gerados nos últimos anos criaram uma classe trabalhadora consumista, individualista e despolitizada.</p>
<p>Esse movimento de ascensão da classe trabalhadora, segundo Pochmann, apresenta sinais de esgotamento, e agora o governo deve buscar outras maneiras de gerar emprego.</p>
<p>O economista deve sair em breve do Ipea, onde está desde 2007, para concorrer à prefeitura de Campinas pelo PT. O livro será lançado no próximo dia 29, durante debate na sede da PUC, em São Paulo.</p>
<p>CartaCapital: O senhor fala que há um despreparo das instituições democráticas para canalizar os interesses da nova classe trabalhadora. Por quê?</p>
<p>Marcio Pochmann: Estamos observando uma despolitização nesta ascensão social no País. Ela vem envolvida nos valores do mercado, e não poderia ser diferente. Foi assim nos anos 70. Naquela época, havia uma ação mais direta das instituições, o que nós não estamos vendo hoje.</p>
<p>Há um despreparo das instituições para lidar com esse segmento que, possivelmente, liderará o processo político brasileiro. De alguma forma, esse segmento conduzirá a política brasileira. Seja pela direita, seja pela esquerda.</p>
<p>Os sindicatos, associações de bairro e partidos políticos estão observando esse avanço social que não se traduz em aumento das filiações nos sindicatos, nas associações de bairros, nos partidos políticos.</p>
<p>Veja que cerca de 1 milhão de jovens ingressaram na universidade através do Prouni. Isso é uma ascensão na universidade, mas se traduziu na ampliação e reforço do movimento estudantil? A gente não observa isso.</p>
<p>Acontece a mesma coisa em relação aos leitores. Houve um avanço de mais de 40 milhões de leitores no Brasil, mas a ampliação da mídia escrita não se traduziu nesse mesmo sentido.</p>
<p>CC: Há uma explicação para isso?</p>
<p>MP: As instituições democráticas não entenderam ainda o que tem sido essa mobilidade social. Como nós temos pouco conhecimento, não temos uma ação mais identificada. Os sindicatos acabam sendo mais defensores do passado que protagonistas do futuro porque não conseguem criar um diálogo com esse segmento. É um desafio evidente para todos nós.</p>
<p>CC: O senhor fala que a classe trabalhadora é consumista. Isso é necessariamente ruim?</p>
<p>MP: Não, é um movimento natural que ocorre quando você não tem a politização, consegue um emprego e tem a elevação da sua renda. Você entende como sendo resultado do seu esforço individual quando, na verdade, nós sabemos que a geração e a elevação da renda dependeram de um acordo político, de uma decisão política, de um resultado eleitoral.</p>
<p>Portanto, o que eu quero chamar a atenção é que essa manifestação que se observa de forma mais clara é natural do ponto de vista da individualidade de cada um. Mas se não vem acompanhada de um processo de conscientização, essa ascensão pode ao mesmo tempo retroagir ou ser encaminhada para uma visão de sociedade muito diferente da que levou a uma ascensão social recente.</p>
<p>CC: Porque as pessoas identificam a ascensão como resultado do próprio esforço individual…</p>
<p>MP: Esse é o papel da politização, até porque você percebe que as coisas foram feitas com esses segmentos. Eles são favoráveis ao crescimento, ao emprego e assim por diante. Mas na questão dos valores mais amplos da política, como pena de morte, eles majoritariamente estão atrelados a visões muito ultrapassadas.</p>
<p>CC: A maior parte dos empregos gerados foi com rendimento próximo a um salário mínimo. Como o governo pode gerar empregos com melhor remuneração?</p>
<p>MP: Primeiro quero dizer que foi muito bom ter gerado esses empregos acompanhados da formalização e do aumento do salário mínimo, tendo em vista o estoque de desempregados que nós tínhamos. Nos anos 2000 eram praticamente 12 milhões de pessoas desempregadas. Se o Brasil não gerasse esse tipo de oportunidade, se gerasse empregos de classe média, que exigem maior escolaridade, esse segmento que ascendeu não teria ascendido. Mas esse movimento está apresentando sinais de esgotamento. Porque a questão fundamental neste momento é a ampliação dos investimentos para aumentar a capacidade produtiva. E o aumento de investimento, novas fábricas, novos avanços da produção vêm acompanhados de inovação tecnológica, maior exigência de qualificação, maior demanda de trabalhadores com escolaridade, portanto maiores salários e ocupações melhores.</p>
<p>CC: No livro, o senhor diz que as pessoas que acenderam socialmente nos últimos anos não podem ser consideradas de uma nova classe média. Por quê?</p>
<p>MP: Uma classe média tem ocupações diferentes dessas que foram geradas. Se fossem vinculadas a bancários, professores ou dirigentes de empresas, possivelmente nós poderíamos associar isso a classe média, mas não foram essas ocupações que deram razão a essa mobilidade social.</p>
<p>No caso brasileiro, parcelas significativas das ocupações não são geradas pela indústria, mas sim por serviços. Por isso, entendemos que são novos segmentos no interior da classe trabalhadora. A classe média tradicionalmente tem uma estrutura muito diferente desses segmentos novos que surgiram no Brasil. Ela tem mais gastos com educação e com saúde. O peso da alimentação é muito menor do que o que se identifica nesse segmento de renda de até 1,5 ou 2 salários mínimos mensais.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a classe média poupa, não gasta tudo que ganha. Nela, a elevação da renda não se traduz necessariamente na elevação do consumo. Especialmente porque os bens que mais têm sido dinamizados no país, como eletrodomésticos, são bens que a classe média já possui. Então a classe média poupa. E isso é uma diferença que nós não identificamos nos segmentos agora em ascensão.</p>
<p>A classe média tem ativos e patrimônio. São várias características que infelizmente nós não conseguimos observar nesses segmentos que estão ascendendo. E são segmentos que, ao nosso modo de ver, dizem respeito à classe trabalhadora, tal como foi o padrão de expansão do Brasil nesses últimos dez anos.</p>
<p>CC: Essas particularidades mudam, alguma forma o foco das políticas voltadas a essa parcela da população?</p>
<p>MP: Esse debate, de como se identifica essa ascensão social no Brasil, tem implicações evidentes no posicionamento do Estado brasileiro, das políticas públicas. Se nós identificarmos essa ascensão como um movimento vinculado à classe média, certamente o papel do Estado estaria ligado à difusão dos serviços privados, por intermédio de subsídios, como através do Imposto de Renda, que subsidia gastos do setor privado da classe média. Hoje é possível descontar despesas de educação, saúde e previdência privada. São interesses diferentes da classe trabalhadora, que são por bens públicos de interesse coletivo: saúde pública, educação pública, transporte público.</p>
<p>CC: Quando o senhor deve sair do Ipea para se dedicar à campanha?</p>
<p>MP: Essa é uma resposta que eu não tenho condições de dar. Até o 6 de julho, eu sei que tenho que sair inexoravelmente. O dia que eu vou sair depende da presidenta, estou aguardando o posicionamento dela.</p>
<p>CC: O senhor até hoje só tinha ocupado cargos técnicos e agora está tentando a sua primeira eleição. Por que tomou a decisão de ser candidato?</p>
<p>MP: Eu me considero um intelectual de perfil engajado. Foi a partir de uma conversa com o próprio presidente Lula, em que ele chamava atenção às mudanças que o Brasil estava passando no começo desse século. As mudanças são muito diferentes daquela que o Brasil estava passando nos anos 70, começo dos 80, quando o PT foi criado. Hoje temos um ciclo de lideranças que foram forjadas num Brasil que quase não existe mais. Existe uma necessidade de renovação do PT, especialmente quando o partido está no auge ainda.</p>
<p>E tem também, outro lado. Em geral, a prefeitura existe como um cargo com menor visibilidade quando se compara com o Executivo estadual e nacional. No caso do Brasil, uma federação, o exercício de um mandato na prefeitura é absolutamente fundamental. Quando se lança uma política pública, se fala da experiência em determinada localidade, para saber se dá certo, dá errado, de poder tornar um programa de abrangência nacional. Temos uma oportunidade de testar experiências inovadoras no ponto de vista da administração pública a partir da experiência local. Campinas é uma cidade que permite essa oportunidade de iniciar um ciclo de inovações em políticas públicas que são necessárias para o Brasil de hoje.</p>
<p>CC: O senhor foi indicado pelo presidente Lula, a exemplo do que aconteceu em São Paulo com o Fernando Haddad. Há setores do partido que se incomodam com essas decisões tomadas com base no desejo do ex-presidente.</p>
<p>MP: No meu caso, tive essa conversa com o presidente Lula e depois comecei uma conversação longa com os militantes, com o PT na cidade de Campinas e tanto assim que me submeti a uma prévia dentro do PT com outro candidato. Foi a prévia com a maior participação na cidade de Campinas e maior apoio a um candidato. Porque participei de um processo interno democrático, aprendi muito, gostei.</p>
<p>CC: Tem falado com o ex-presidente?</p>
<p>MP: Eu estive com ele há duas semanas e conversamos um pouco sobre esse período pós-prévia, organização da campanha. Ele manifestou desejo de apoiar da melhor forma que puder.</p>
<p>CC: A presidenta Dilma já disse como será a presença dela na campanha?</p>
<p>MP: Eu ainda não tive essa oportunidade. Estou esperando o momento oportuno para conversar com ela.</p>
<p>CC: Quais partidos vão fazer parte da aliança?</p>
<p>MP: Também não há definição. A gente ainda começa a ouvi-los, vai consultar vários partidos e fazer o balanço das oportunidades para partidos. E tem tempo para a definição até julho, na verdade.</p>
<p>CC: Campinas teve um prefeito cassado recentemente, Dr. Hélio (PDT). Haveria algum constrangimento em se aliar ao PDT?</p>
<p>MP: Não. Na verdade, eu imagino que a discussão nesse âmbito da prefeitura se deu no passado, embora isso seja um elemento a ser discutido. Se nós ficarmos discutindo o passado, não teremos respostas para o futuro. Quero ser um candidato do futuro, ter respostas para a sociedade. O passado serve só para a gente não repeti-lo nem cometer os mesmo erros.</p>
<div></div>
<p>Piero Locatelli / <a href="http://www.cartacapital.com.br/economia/marcio-pochmann-ascensao-da-classe-trabalhadora-da-sinais-de-esgotamento/" target="_blank">Carta Capital</a></p>
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<div class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard" style="margin-right: 1em; margin-left: 0px;">Postado por <span class="fn">Palavras Diversas</span> </span><span class="post-timestamp" style="margin-right: 0px; margin-left: -1em;">às <a class="timestamp-link" title="permanent link" href="http://www.palavrasdiversas.com/2012/05/para-pochman-nao-ha-nova-classe-media.html" rel="bookmark"><abbr class="published" style="border-width: initial; border-color: initial; border-style: none;" title="2012-05-18T16:12:00-03:00">16:12</abbr></a></span></div>
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		<title>As novas derrotas do neoliberalismo</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 01:24:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas e Fatos]]></category>
		<category><![CDATA[As novas derrotas do neoliberalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Texto completo www.demcoraciasocialista.org.br As novas derrotas do neoliberalismo O mandato de Dilma Roussef  pode impulsionar um novo tempo de derrotas estratégicas do neoliberalismo, abrindo caminho para profundas transformações estruturais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><span style="line-height: 19px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: x-small;">Texto completo www.demcoraciasocialista.org.br </span></p>
<h3 class="post-title entry-title" style="position: relative; font: normal normal normal 18px/normal Verdana, Geneva, sans-serif; margin: 0px;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: x-small;"><span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;">As novas derrotas do neoliberalismo</span></span></h3>
<div class="post-header" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px;"></div>
<div id="post-body-8810202265300287754" class="post-body entry-content" style="width: 498px; position: relative;">
<div class="separator" style="text-align: -webkit-auto; clear: both;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-J8RNn4O1Wrk/T7V7p7EVQXI/AAAAAAAAIYg/K7rwVqjKwTw/s1600/dilma.jpg"><span style="color: #000000;"><img style="border-width: initial; border-color: initial; position: relative; border-style: none;" src="http://1.bp.blogspot.com/-J8RNn4O1Wrk/T7V7p7EVQXI/AAAAAAAAIYg/K7rwVqjKwTw/s400/dilma.jpg" alt="" width="400" height="298" border="0" /></span></a></div>
<div style="text-align: -webkit-auto;"></div>
<div style="text-align: -webkit-auto;">O mandato de Dilma Roussef  pode impulsionar um novo tempo de derrotas estratégicas do neoliberalismo, abrindo caminho para profundas transformações estruturais no Estado brasileiro.</div>
<div style="text-align: -webkit-auto;"></div>
<p>Por Juarez Guimarães, publicado originalmente na Teoria e Debate</p>
<div style="text-align: -webkit-auto;">O que mais impressiona nos notáveis índices de popularidade alcançados pelo governo Dilma Roussef, em seu segundo ano de mandato, não são propriamente as taxas recordes de aprovação para o tempo medido de seu governo, nem mesmo o sentido universal destes índices (em patamares muito elevados em todas as faixas de renda e em todas as regiões) e até mesmo a sua tendência de crescimento. É o que eles indicam em relação às tendências profundas e promissoras de mudanças favoráveis à esquerda na cena política brasileira.</div>
<div style="text-align: -webkit-auto;"></div>
<div style="text-align: -webkit-auto;">Com efeito, a pesquisa do Datafolha, colhida nos dias 18 e 19 de abril, revelou 64 % de ótimo /bom para o governo Dilma, 5 pontos porcentuais acima do índice medido em janeiro. Se 29 % consideram seu governo regular, apenas 5% o julgam ruim/péssimo. Na faixa dos que ganham mais de dez salários-mínimos, houve uma elevação de 17 %, de 53 % para 70 %;entre os que ganham até dois salários-mínimos, passou-se de 59 % para 64 %.</div>
</div>
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		<title>O altar da intolerância  por Emiliano José dep Federal pelo estado da Bahia &#8211;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 18:06:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[O altar da intolerância por Emiliano José dep Federal pelo estado da Bahia -]]></category>

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		<description><![CDATA[O altar da intolerância A onda de violência contra LGBTs no país inteiro tem aumentado seu volume e intensidade, mostrando que há um ódio quase que fora de controle e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h1>O altar da intolerância</h1>
<div>
<p>A onda de violência contra LGBTs no país inteiro tem aumentado seu volume e intensidade, mostrando que há um ódio quase que fora de controle e feito vítimas, inclusive, heterossexuais</p>
</div>
</div>
<div>
<ul>
<li><img title="" src="http://www.teoriaedebate.org.br/sites/default/files/imagecache/image_big_destaque/materia/imagens/emiliano-4-fabio-pozzebom.jpg" alt="Manifestação repudia ato contra aprovação da lei que pune homofobia" width="460" height="345" /></li>
</ul>
</div>
<div>
<div>
<p>É preciso estabelecer o confronto político-cultural diante dessa cruzada homofóbica</p>
<p><strong>Foto: </strong>Fabio Pozzebom/ABr</p>
</div>
</div>
<div>
<p>Eu fico a me perguntar de onde vem tanta raiva homofóbica, ódio aos homossexuais, tanta intolerância, tanta aversão aos que pretensamente escapam aos padrões da dita ou mal dita normalidade. Será que recorrer a Freud ajudaria, explicaria? Talvez. E se algumas correntes dedicadas a essa cruzada, de matriz medieval, fossem a Freud talvez se surpreendessem com as descobertas, se quisessem descobrir o fundo de tudo isso. Nenhuma dessas correntes, no entanto, se disporá a isso, por indisposição preliminar com o autor, por impossibilidade existencial, por medos atávicos.</p>
<p>Esse tsunami conservador, afora o que vem de mentes castrenses situadas ainda nos tempos da ditadura, é proveniente, em boa parte, de setores considerados cristãos, e nem adianta nominar todos eles, porque conhecidos. Constituem um amplo espectro, a juntar-se numa frente destinada a combater os homossexuais e a incentivar a homofobia, por mais que alguns jurem não fazê-lo. Estariam apenas salvando a família brasileira de quaisquer anomalias, como pretendem rotular as orientações sexuais diversas das pessoas. Não creio, no entanto, que tais ataques venham somente de cristãos. E devem ser analisados num contexto mais amplo.</p>
<p>Para além das formulações teóricas contra a homossexualidade, são muitos os ataques físicos contra homossexuais, violências inomináveis, agressões variadas, e isso não se transforma em escândalo. Há um preocupante silêncio ou, senão isso, uma espécie de aceitação tácita. Uma notícia aqui, outra acolá, e a vida segue, como se tudo isso fosse da rotina, como se fosse aceitável. Como se os homossexuais estivessem recebendo o que merecem. Triste, mas verdadeiro. E isso em um momento em que o movimento pelos direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais cresce em todo o país, com impressionantes movimentações de massa, como a que ocorre em São Paulo todo ano, e em vários outros Estados, e, também, registre-se, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer os direitos civis de casais homossexuais. Seria um momento positivo para a população LGBT, e é, mas há o outro lado da moeda, trágico.</p>
<p><em>Continua</em></p>
<p><strong>Vivemos sob clima pesado</strong></p>
<p>Não creio possamos tratar isso como algo de somenos importância. E nem creio devamos subestimar isso do ponto de vista da cultura e da política. Digo que existe um caldo de cultura atrás disso. O caldo de cultura da intolerância, a tentativa sempre de descartar todos os que não estejam enquadrados nos códigos conservadores da normalidade. O clima é tão pesado que um pai e um filho foram agredidos porque estavam abraçados em público. A agressão decepou a orelha do cidadão. Claro, foram agredidos porque havia a certeza de que eram homossexuais. O pai esperava a namorada, e enquanto isso demonstrava o carinho pelo filho.</p>
<p><img src="http://www.teoriaedebate.org.br/sites/default/files/emiliano-2-fabio-pozzebom_0.jpg" alt="" longdesc="http://www.teoriaedebate.org.br/materias/sociedade/Deputado%20Jair%20Bolsonaro%20(PP-RJ)%20em%20manifesta%C3%A7%C3%A3o%20contra%20a%20lei%20%20que%20pune%20homofobia%20%7CFoto:%20Fabio%20Pozzebom/ABr" width="460" height="306" align="" /></p>
<p>Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) em manifestação contra a lei que pune homofobia<small>Foto: Fabio Pozzebom/ABr</small></p>
<p>É um clima tão pesado que espectros da área militar, investidos de mandato parlamentar, se dão ao direito de agredir de maneira chula os homossexuais, sem que nada aconteça. O Parlamento também faz ouvidos de mercador, e resiste à possibilidade de criminalizar a homofobia, e essa resistência perpassa vários partidos, até mesmo parcelas de alguns considerados de esquerda. Pesado de tal forma, que jovens, que tenham aparência de homossexuais, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=NX9ulhIYqnw" target="_blank">são agredidos</a> a golpes de pau nas ruas, sem quê nem pra quê, sem que encontrem explicações para isso, sequer razoáveis, salvo o fato de terem, se tiverem, orientação sexual diversa da considerada normal. E numa proporção assustadora, muitos são mortos, assassinados pura e simplesmente, não raramente com requintes de crueldade.</p>
<p>Cabe dizer que há um sentimento homofóbico na sociedade. Não podemos ignorar isso. O sentimento integra o cardápio de valores de nossa sociedade.  <a href="http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/pesquisas-de-opiniao-publica/pesquisas-realizadas/conheca-pesquisa-diversidade-sexual-" target="_blank">Pesquisa realizada em 2009</a>, pela Fundação Perseu Abramo em parceria com a fundação alemã Rosa Luxemburg Stiftung, indicou que a população brasileira acredita que existe preconceito contra travestis (93%), contra transexuais (91%), contra gays (92%), contra lésbicas (92%), contra bissexuais (90%). A maioria, no entanto, atribui o preconceito <em>aos outros</em>, não a si própria, curiosamente. Pela sucessão de agressões recentes, não parece que o problema seja <em>dos outros</em>.</p>
<p>E de onde viria esse sentimento? Quem sabe, de heranças ancestrais, cujas raízes podem estar fincadas no pior que exista da tradição religiosa. Ou então viria de estímulos histórico-culturais mais recentes, provenientes de um caldo de cultura que vem do nazifascismo e que tem se firmado especialmente na Europa dos últimos tempos.</p>
<p><em>Continua</em></p>
<p>O episódio da Noruega expressou isso com sangue, tragicamente, com dezenas de vítimas inocentes sacrificadas no altar da intolerância. O jovem assassino lamentavelmente encarna uma cultura de direita, presente na sociedade e atualmente em diversos governos europeus. Camerom, Sarkosy e Merkel são expressões destacadas do pensamento de direita e revelam isso, destacadamente, por uma impressionante islamofobia.</p>
<p>Há uma aversão aos diferentes, a todos os que não sejam brancos europeus. Um ódio aos imigrantes. Aos negros, aos muçulmanos, aos árabes, o que for diverso da ideia do europeu professado por essa ideologia que, por menos que se queira, guarda parentesco com o nazismo. Tem um quê de arianismo em tudo isso. E, sem dúvida, tem tudo a ver com racismo. Pretende-se uma limpeza étnica. Ou podemos também dizer que é um retorno a Torquemada. Sem tirar, nem por. É uma triste revisitação do passado, no que ele tem de pior, obscurantista, cruel, perverso.</p>
<p>Alguns poderão dizer “que exagero”. Que o sentimento homofóbico, que provoca tantas violências, tantos assassinatos, não tem a ver com o que acontece com a Europa. Creio que tem. É a revelação, no plano da política, de uma visão de direita do mundo. Poderíamos, mas para mim seria temerário pela escassez de conhecimento teórico nesse campo, ir fundo no terreno da psicanálise e buscar outras motivações. Que medo estaria por detrás de tanta raiva aos homossexuais?</p>
<p>Para além disso, das análises especialmente psicanalíticas, que não devo adentrar por insuficiência teórica, arrisco-me a dizer, a Tony Negri e Giuseppe Cocco, que há um medo da multidão. Quanto mais a multidão vai para as ruas, a multidão de homossexuais, mais aguça o sentimento homofóbico presente na sociedade. A multidão gay aterroriza. E por que aterroriza? Essa multidão só tem ido às ruas em festa. E em luta. Luta em defesa de seus direitos, direitos do humano, já consagrados pela ONU, e cada vez mais fixados pela Justiça no Brasil.</p>
<p><strong><img src="http://www.teoriaedebate.org.br/sites/default/files/emiliano-6-cesar-ogata_0.jpg" alt="" longdesc="http://www.teoriaedebate.org.br/materias/sociedade/Mais%20de%204%20milh%C3%B5es%20de%20pessoas%20na%20avenida%20Paulista,%20na%2015%C2%AA%20Parada%20do%20Orgulho%20LGBT%20%7CFoto:%20C%C3%A9sar%20Ogata" width="460" height="288" align="" /></strong></p>
<p><strong>Mais de 4 milhões de pessoas na avenida Paulista, na 15ª Parada do Orgulho LGBT<small>Foto: César Ogata</small></strong></p>
<p>A Noel Rosa, a multidão gay não quer converter ninguém, só quer mostrar que faz samba também. E que não vai abrir mão de sua existência, do direito de proclamar o amor que pulsa em seu coração. Que mal faz o amor homossexual a qualquer fundamento da sociedade? Que prejuízos ele traz? A multidão gay só quer dizer que toda maneira de amar vale a pena.</p>
<p><em>Continua</em></p>
<p>Estamos diante de uma luta político-cultural. Que envolve a trincheira dos valores morais, no sentido amplo da palavra. E é nesse terreno, no terreno da cultura, que se estabelece a hegemonia de uma sociedade. Essa batalha em torno de valores morais deu-se durante a campanha de 2010, com o impressionante ataque que o candidato derrotado, José Serra, fez contra direitos das mulheres brasileiras. Temos que desenvolver a luta política também no campo dos valores.</p>
<p>Não é possível qualquer conciliação com as consequências que a homofobia provoca. Ela é retrógrada e é politicamente perigosa, é caldo de cultura para o desenvolvimento de outras intolerâncias. Caminha na contramão de uma sociedade fraterna, solidária, que seja capaz de congregar a todos, sem a pretensão de que sejam iguais. A homofobia guarda parentesco com o racismo, com todo tipo de exclusão, com o ódio aos diferentes, com a repulsa aos direitos humanos, se coloca contra tudo que um programa político democrático-libertário defende.</p>
<p><strong><img src="http://www.teoriaedebate.org.br/sites/default/files/emiliano-fabio-pozzebom.jpg" alt="" longdesc="http://www.teoriaedebate.org.br/materias/sociedade/Em%20Bras%C3%ADlia,%20grupos%20religiosos%20protestam%20contra%20lei%20que%20criminaliza%20homofobia%20%7CFoto:%20Fabio%20Pozzebom/ABr" width="460" height="306" align="" />Em Brasília, grupos religiosos protestam contra lei que criminaliza homofobia<small>Foto: Fabio Pozzebom/ABr</small></strong></p>
<p>Não creio que aos partidos de esquerda, todos, adeptos do Estado laico, defensores da democracia e do socialismo, entusiastas da diversidade, do respeito às diferenças, seja possível ficar indiferentes à luta contra essa cruzada homofóbica, de corte tão conservadora e, não custa usar a palavra que parece antiga, tão reacionária. Essa cruzada nos leva de volta, como já disse, ao medievo trevoso. É preciso reagir politicamente a ela. Estabelecer o confronto, no sentido político-cultural. Opor a ela o Estado laico, o Estado de direito democrático, o direito da escolha das pessoas – todo mundo é livre para desenvolver sua orientação sexual, desde que não prejudique outra pessoa, e ponto.</p>
<p><em>Continua</em></p>
<p><strong>O que fazer?</strong></p>
<p>Se quisermos tratar as coisas no âmbito religioso, cabe proclamar abertamente que nenhuma religião tem o direito de impor seus valores a quem quer que seja. Nenhuma. Todas as religiões devem ser respeitadas. Todas têm o direito de defender os seus pontos de vista. Nunca de pretender que o Estado siga suas diretrizes. Nunca. Isso acabou já há muito tempo, e talvez possamos lembrar o marco da Revolução Francesa. O Estado democrático tem a obrigação de garantir a liberdade de crença, de todos. E tem a obrigação, também, como Estado laico, de não se submeter a nenhuma. Essa é uma característica do Estado moderno. Não podemos retroagir.</p>
<p>E depois de lembrar isso, defendo que é fundamental a luta dos partidos de esquerda e de todos aqueles que professam o respeito aos direitos humanos em favor da diversidade em sentido amplo, e do direito dos homossexuais, no particular, já que esses têm sido vítimas de tanta violência. O silêncio não é boa companhia nesses casos. E creio que a questão é muito séria para que nos deixemos levar apenas por razões circunstanciais – como a de dizer que a sociedade é conservadora, e que nós devemos tomar cuidado em relação ao assunto para não nos prejudicarmos politicamente. Um pouco de Iluminismo não faz mal a ninguém. Nessa luta, não dá para bancar Pôncio Pilatos.</p>
<p>Uma parcela da Câmara Federal, lamentavelmente, também entrou na cruzada homofóbica, e alguns movimentos parlamentares tiveram a marca da chantagem, sempre liderados por grupos religiosos de variada extração, todos de matriz cristã e envolvendo parlamentares de várias siglas partidárias. Eu não imaginava mais ver esse tipo de ação político-religiosa, pressões de credos religiosos pretendendo constranger o Estado a se curvar diante de suas crenças e convicções. E sei que há uma multidão de cristãos que não comunga com esse tipo de política.</p>
<p>Devemos proclamar que, à falta de iniciativa legislativa, foi corretíssima a decisão do STF de estender direitos a casais homossexuais. Devemos defender a criminalização da homofobia. Sustentar os direitos legítimos dos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Assim como defendemos os direitos das mulheres, dos negros, dos índios e de todo o povo brasileiro. Somos diversos, temos diferenças de variada natureza, e devemos saber respeitar e valorizar as diferenças, e com esse respeito, construir uma sociedade cada vez mais solidária, justa e fraterna.</p>
<p>O caminho do silêncio, da omissão política é grave. Ninguém que comungue do pensamento de esquerda ou, ao menos, que se perfile teoricamente numa visão iluminista do mundo, pode se dar ao luxo de ficar de braços cruzados, silente. É inevitável a lembrança de Maiakóvski.</p>
<p>“<em>Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor do nosso jardim, e não dizemos nada.</em></p>
<p><em>         Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.</em></p>
<p><em>         Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada”.</em></p>
<p>A mim me basta, e creio que a todo o pensamento progressista e de esquerda, que o Estado continue laico, que se dê a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. É pouco: voltar à Revolução Francesa e a seus princípios fundadores. Só isso. Insista-se também: não é possível abrir mão da luta constante, permanente, cotidiana, em defesa da diversidade, do respeito às diferenças de qualquer natureza. Isso é da essência do pensamento democrático, da continuidade da afirmação da democracia. É uma luta própria da revolução democrática em curso no Brasil.</p>
<p><strong>Emiliano José </strong>é jornalista, escritor, deputado federal (PT-BA)<a href="http://www.emilianojose.com.br/" target="_blank">www.emilianojose.com.br</a>, (<a href="mailto:emiljose@uol.com.br">emiljose@uol.com.br</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Resistindo ao crime organizado, por Agnelo Queiroz</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:45:56 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[por Agnelo Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[Resistindo ao crime organizado]]></category>

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		<description><![CDATA[Resistindo ao crime organizado, por Agnelo Queiroz Afirmei durante minha posse como governador de Brasília que as nuvens tempestuosas de uma das piores crises políticas vividas pela cidade ainda não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Resistindo ao crime organizado, por Agnelo Queiroz</h3>
<div></div>
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<div><a href="http://blogs.maiscomunidade.com/blogdocallado/files/2012/05/agrobrasilia_3.jpg"><img src="http://blogs.maiscomunidade.com/blogdocallado/files/2012/05/agrobrasilia_3.jpg" alt="" width="320" height="213" border="0" /></a></div>
<p>Afirmei durante minha posse como governador de Brasília que as nuvens tempestuosas de uma das piores crises políticas vividas pela cidade ainda não tinham se dissipado. A situação em que encontrei o DF ? com serviços públicos à beira do caos, afundado em dívidas e inadimplência, com várias obras paralisadas ? era o resultado de uma gigantesca engrenagem institucional capturada pelo crime. Ao longo desse período, no exercício do cargo, tenho combatido diariamente os malfeitos produzidos por esse grupo criminoso. Os fatos apenas confirmam a correção da minha percepção inicial.<br />
Os tentáculos dessa engrenagem envolvem empresários, políticos e prepostos em veículos de comunicação. As interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça e formalizadas nos autos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelam os interesses desse grupo no DF: o lixo e a bilhetagem eletrônica nos serviços de transporte. Em nenhuma dessas áreas a organização de Carlos Cachoeira conseguiu alcançar suas ambições.<br />
No que tange ao lixo, a participação da empresa Delta Construtora na execução da coleta foi determinada pela Justiça ainda no governo anterior. Na minha gestão, não houve o patrocínio de qualquer indicação de pessoa desse grupo para cargos no governo. Ao contrário do que foi divulgado de forma cirúrgica e seletiva, a minha postura foi a de determinar auditoria no contrato em vigor, impor novos padrões de fiscalização sobre os serviços e reter o pagamento de despesas sem comprovação ou fundamento.<br />
Os contraventores, em diálogos flagrados pela polícia, reclamavam dessas atitudes. Inconformados, decidiram tramar pela queda de um governante democraticamente eleito pelo povo. A audácia dessa engrenagem institucional voltada ao crime pretendia subverter até a legitimidade do voto popular.<br />
Além da postura firme do meu governo no setor da coleta de lixo, na área de transporte as ações também perseguiram a legalidade e a probidade administrativa. Pela primeira vez na história da capital, realiza-se uma licitação pública para atrair novos operadores para os serviços de ônibus. Com novos ônibus e novos operadores, teremos, então, condição de estudar como será realizado o serviço de bilhetagem eletrônica. Ou seja, na área de transporte, executamos uma política de Estado com transparência e legalidade jamais vistas no DF.<br />
Prejudicados no terreno da gestão, os contraventores de Goiás articularam-se com o crime organizado de Brasília e passaram a exercer suas conexões na política e na mídia. Criaram um clima artificial de denúncias e de acusações contra a pessoa do governador com o intuito claro de desestabilizar o governo.<br />
Textos publicados mais recentemente em alguns veículos da internet revelam que meu nome é o centro das conversas mantidas entre o sargento Idalberto Matias, conhecido como Dadá, e o contraventor Carlos Cachoeira. Em certo momento da conversa, calcula o vulgo Dadá: “Pro cara cair é três, quatro meses”.<br />
Dadá avalia com Cachoeira a participação do senador Demóstenes Torres (DEM) no processo de desconstrução da minha reputação pessoal, até que se atinja o objetivo final de me tirar do governo. Eles chegam à conclusão de que, em vez de usar dossiês de opositores, deveriam aguardar uma suposta denúncia que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, estaria prestes a apresentar.<br />
Diz um dos contraventores: “O cara vai ser denunciado mesmo lá na frente, entendeu, e aí a gente tem argumento para dizer ó&#8230; o cara (Demóstenes) tá fazendo o papel dele na oposição”. Esse diálogo é atribuído ao vulgo Dadá. Fica patente e cristalina a extensão e a capacidade operacional dessa organização para o crime e para a destruição de reputações.<br />
Brasília e o meu governo têm conseguido resistir e superar todas essas investidas do crime organizado. Executamos uma nova agenda. Nela, transparência e ética pública, saúde, investimento social e a recuperação da dignidade da capital federal são prioridades. Há ainda muito trabalho a ser realizado para melhorar a vida da população do DF. Mas o primeiro e mais extenuante deles até aqui está sendo a guerra que começamos a vencer contra o crime organizado, derrotado nas últimas eleições, e que se havia incrustado no poder público na capital do nosso país.</p>
<p>Agnelo Queiroz (PT)  é governador do Distrito Federal</p></div>
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		<title>Fabricantes de esmaltes prometem deixar de usar matérias-primas cancerígenas  &#8211; VIA RBA</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:36:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fabricantes de esmaltes prometem deixar de usar matérias-primas cancerígenas - VIA RBA]]></category>

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		<description><![CDATA[Fabricantes de esmaltes prometem deixar de usar matérias-primas cancerígenas &#160; Por: Redação da Rede Brasil Atual Pesquisa detectou nos esmaltes, a presença de três substâncias com níveis acima dos tolerados (Foto:Leticía [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Fabricantes de esmaltes prometem deixar de usar matérias-primas cancerígenas</h1>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por: <a href="http://www.redebrasilatual.com.br/fale-com-o-autor?uid=redacao&amp;assunto=Mensagem%20para%20Reda%C3%A7%C3%A3o%20da%20Rede%20Brasil%20Atual">Redação da Rede Brasil Atual</a></p>
<p><a id="parent-fieldname-image" title=" Pesquisa detectou nos esmaltes, a presença de três substâncias com níveis acima dos tolerados (Foto:Leticía Breveglieri/CC)" href="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2012/05/fabricantes-de-esmaltes-prometem-deixar-de-usar-materias-primas-cancerigenas/image"><img class="alignnone size-full wp-image-12921" title="image_preview (4)" src="http://marcelosouzarn.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/05/image_preview-4-e1337178936408.jpg" alt="" width="640" height="425" /></a></p>
<div>
<p>Pesquisa detectou nos esmaltes, a presença de três substâncias com níveis acima dos tolerados (Foto:Leticía Breveglieri/CC)</p>
</div>
<div id="parent-fieldname-text">
<p>São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF), a Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. (Cosmed), fabricante dos esmaltes da marca Risqué, e o Laboratório Avamiller de Cosméticos Ltda., da marca lmpala, assinaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual as empresas se comprometem a substituir as substâncias dibutilftalato, nitrolueno e furfural na composição de seus produtos. Essas matérias-primas estão associadas ao aparecimento de diversos tipos de câncer.</p>
<p>No ano passado, segundo nota emitida pelo MPF, a Associação de Consumidores ProTeste encomendou uma pesquisa que detectou a presença dessas três substâncias em níveis acima dos tolerados pelos países europeus. Segundo a ProTeste, o nitrotolueno, o tolueno e o furfural seriam compostos comprovadamente cancerígenos. Já o dibutilftalato teria sido banido de cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa.</p>
<div>Leia também:</p>
<ul>
<li><a title="A estética do perigo" href="http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/67/saude">A estética do perigo</a></li>
</ul>
</div>
<p>No inquérito civil público instaurado, o MPF apurou que resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que listam os ingredientes proibidos e os que devem ter suas quantidades limitadas em cosméticos não estipulavam limites para uso do tolueno e do furfural e nem mencionavam as demais substâncias. A partir daí a Anvisa editou duas novas resoluções – RDC nº 16/2011 e RDC 38/2011 – estabelecendo que os produtos que contenham substâncias proibidas na Europa deveriam limitar essa concentração a 0,09% da fórmula de cada item. O tolueno teve a concentração máxima fixada em 25%.</p>
<p>Os fabricantes contestaram os estudos da ProTeste. A Cosmed alegou que não utiliza nenhuma das três substâncias em seus esmaltes. Diante do laudo que acusava a presença do nitrotolueno e furfural, a empresa apresentou novo laudo elaborado por laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que não detectou a presença das substâncias.</p>
<p>O Laboratório Avamiller também discordou dos resultados divulgados pela ProTeste e encomendou análise ao Laboratório de Controle Analítico Análises Técnicas Ltda, que também produziu laudo negativo da presença das substâncias.</p>
<p>Mesmo assim, as empresas concordaram em firmar acordo com o MPF e se comprometeram a não utilizar nenhuma dessas matérias-primas em seus produtos. Caso venham a utilizá-las, seguirão à risca a concentração máxima permitida na Europa e nos regulamentos da Anvisa. Está previsto o pagamento de multa no valor de R$ 7 mil por lote irregular do produto em caso de descumprimento dos termos os termos do acordo.</p>
</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Telescópio registra a mais detalhada imagem da galáxia Centaurus A  &#8211; VIA ZH</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:31:09 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Coisas e Fatos]]></category>
		<category><![CDATA[Telescópio registra a mais detalhada imagem da galáxia Centaurus A - VIA ZH]]></category>

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		<description><![CDATA[Telescópio registra a mais detalhada imagem da galáxia Centaurus A Imagem foi produzida em observatório espacial chileno com um tempo total de exposição de mais de 50 horas Imagem permite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Telescópio registra a mais detalhada imagem da galáxia Centaurus A</h1>
<h2>Imagem foi produzida em observatório espacial chileno com um tempo total de exposição de mais de 50 horas</h2>
<div>
<div></div>
</div>
<div><img title="Telescópio registra a mais detalhada imagem da galáxia Centaurus A ESO/Divulgação" src="http://zerohora.rbsdirect.com.br/imagesrc/13453835.jpg?w=620" alt="Telescópio registra a mais detalhada imagem da galáxia Centaurus A ESO/Divulgação" /></p>
<div>Imagem permite apreciar a natureza elíptica da galáxia, que aparece na forma alongada das regiões exteriores mais tênuesFoto: ESO / Divulgação</div>
</div>
<div>O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou nesta quarta-feira aquela que é provavelmente a imagem mais detalhada da estranha galáxia Centaurus A. O registro foi realizado com um tempo total de exposição de mais de 50 horas. A imagem foi produzida com um instrumento montado em telescópio no Observatório de La Silla do ESO, no Chile.</p>
<p>Centaurus A é uma galáxia elíptica peculiar de grande massa com um buraco negro supermassivo no centro. Situa-se a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância na constelação do Centauro e distingue-se por ser a rádio galáxia mais forte do céu.</p>
<p>Os astrônomos pensam que o núcleo brilhante, a forte emissão rádio e os jatos da Centaurus A são produzidos por um buraco negro central com uma massa de cerca de 100 milhões de vezes a massa do Sol. A matéria situada na regiões centrais densas da galáxia liberta enormes quantidades de energia à medida que cai em direção ao buraco negro.</p>
<p>A imagem permite apreciar a natureza elíptica da galáxia, que aparece na forma alongada das regiões exteriores mais tênues. O brilho que enche a maior parte da imagem vem de centenas de bilhões de estrelas velhas e frias. Diferente da maioria das galáxias elípticas, a forma homogênea da Centaurus A é perturbada por uma faixa larga e &#8220;remendada&#8221; de material escuro, que obscurece o centro da galáxia. As informações são do ESO.</p></div>
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		<title>Além da queda o coice &#8211; MARCELO SOUZA</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:13:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Além da queda o coice - MARCELO SOUZA]]></category>

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		<description><![CDATA[Natal e o Rio Grande do Norte estão em estado de choque, lamentavelmente em 2008 a cidade que pensava está votando em algo novo e eficiente foi enganada, pois, apesar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-12914" title="images" src="http://marcelosouzarn.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/05/images1-e1337177268376.jpg" alt="" width="640" height="448" /></p>
<p>Natal e o Rio Grande do Norte estão em estado de choque, lamentavelmente em 2008 a cidade que pensava está votando em algo novo e eficiente foi enganada, pois, apesar da pouca idade a Prefeita eleita não mostrou nenhuma idéia nova e colocou nossa cidade num verdadeiro caos urbano, nada de bom aconteceu em sua gestão e a derrocada em sentida por todos de A a Z da cidade, falta tudo de iluminação pública, limpeza urbana,mobilidade urbana, etc, o que sobra mesmo para cidadão que paga seus impostos é buracos por toda cidade, enfeiamento e má conservação em nossas principais atrações turísticas, sem falar no abandono da educação e da saúde, com a persistência de problemas antigos, como a falta de professor, de qualificação, de respeito com o funcionalismo em geral, de postos de saúde mal equipados, de postos de saúde sem os profissionais necessários em função da demanda da população, essa realidade caótica coloca nossa cidade num verdadeiro vale tudo, ninguém respeita ninguém e a falta de um poder público de respeito provoca um estado de total salva-se quem puder, dando espaço a um vale tudo onde todos perdem, essa é a realidade de Natal de hoje, que só mantém brilhando suas belezas naturais e a capacidade de receber de seu povo.</p>
<p>Como se achasse pouco a administração estadual caminha para o mesmo desastre que administração da capital, a equipe de governo desfalcada de vários secretários de estado, não existe pessoas querendo assumir em função do modelo de gestão adotado pela principal gestora, seus olhos voltados só para sua região oeste como se o estado não tivesse outras regiões para serem atendidas e como governadora tem sido uma mediana prefeita de Mossoró, caracterizando a administração do estado em uma república familiar e de seus amigos mossoroenses alheia as demandas do estado como um todo, seja por desconhecimento da realidade estadual, seja por falta de vontade política de encarar os seus principais problemas, seja por que nem uma equipe auxiliares consegue manter nem preencher, dessa forma os problemas se evoluem junto com seus piores reflexos nas áreas de segurança, educação, saúde, turismo e desenvolvimento como um todo, tendo como consequências perdas enormes de espaços já conquistados pelo nosso estado, para os nossos vizinhos da Paraíba e do Ceará e os demais estados do nordeste, sem falar no atraso nas obras que poderiam recuperar esses espaços perdidos, que seriam as relativas a copa do mundo de 2014, onde relatório do comitê organizador da mesma, elaborado pela FIFA, aponta Natal com grave risco na execuçao do próprio estádio onde deve ocorrer as partidas do evento.</p>
<p>A mobilidade urbana, isso nem pensar, tanto as obras de responsabilidade da Prefeitura de Natal, quanto as obras de responsabilidade do governo do Estado na sua grande maioria ainda estão no papel, estamos, pois, refém de dois governo ineptos e a mercê da sorte ou de uma intervenção forte do Governo Federal no Estado, já que em Natal, espero que em outubro  próximo façamos uma correção nos rumos de nossa cidade, elegendo um prefeito que esteja a altura de cidade, o fato é que estamos naquela situação de um conhecido adágio popular, ALÉM DA QUEDA O COICE.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Demétrio Torres diz que obras da Arena das Dunas estão no prazo &#8211; via DN, Onde estará a verdade? &#8211; MARCELO SOUZA</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Demétrio Torres diz que obras da Arena das Dunas estão no prazo - via DN]]></category>
		<category><![CDATA[Onde estará a verdade? - MARCELO SOUZA]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro do limite Demétrio Torres diz que obras da Arena das Dunas estão no prazoDiego Hervani diegohervani.rn@dabr.com.br &#160; Secretário da Secopa rebateu a matéria da imprensa paulista e diz que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Dentro do limite</div>
<div>Demétrio Torres diz que obras da Arena das Dunas estão no prazo<br clear="all" />Diego Hervani<br />
<a href="mailto:diegohervani.rn@dabr.com.br">diegohervani.rn@dabr.com.br</a></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="newsContent">
<table width="300" border="0" cellspacing="0" cellpadding="5" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img title="" src="http://www.diariodenatal.com.br/imagens/2012/05/16/ESPORTES9_1.jpg" alt="" width="300" height="200" border="0" /><br />
<span>Secretário da Secopa rebateu a matéria da imprensa paulista e diz que Arena está com 23,03% das obras concluídas. Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ontem o jornal &#8220;Folha de São Paulo&#8221; publicou uma matéria afirmando que tinha tido acesso a um relatório da Fifa no qual apontava Natal como em estado de &#8220;alto risco&#8221; referente a construção da Arena das Dunas, ou seja, que a praça esportiva corre sério risco de não ficar pronta para a Copa do Mundo de 2014. Porém, o titular da Secopa, Demétrio Torres, rebateu a reportagem e mais uma vez declarou que Natal está dentro do cronograma, mas lembrou que a cidade quase deixou de ser uma das cidades-sede do mundial.</p>
<p>De acordo com Torres, todos os meses a Secopa envia um relatório à Fifa mostrando o desenvolvimento das obras, e a matéria do jornal paulista foi feita em cima de dados ultrapassados. &#8220;A matéria foi feita em cima de um relatório de março. A situação está bem diferente agora. Nos adiantamos em relação ao cronograma. Deveríamos estar com 22% das obras prontas e agora estamos com 23.03%, ou seja, não tem motivos para colocarem Natal como situação de risco&#8221;.</p>
<p>Demétrioainda lembrou que a capital potiguar realmente já chegou a ficar ameaçada de não participar mais da Copa do Mundo. &#8220;Quando o novo Governo do RN assumiu, o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, falou que se a situação não melhorasse Natal não teria mais condições de continuar como sede da Copa do Mundo, mas felizmente consguimos reverter a situação&#8221;, revela.</p>
<p>Apesar de destacar que Natal está cumprindo o cronograma, o secretário conta que as obras estão no limite de tempo. &#8220;Estamos de acordo com o cronograma, mas em Natal não existe mais margem para erro. Temos a previsão de que no fim do ano estaremos com 53% das obras prontas, mas vamos tentar adiantar isso&#8221;, comentou.</p>
<p>Demétrio Torres também lembra que na própria reportagem, a Folha mostra que existem outras cidades mais atrasadas que Natal. &#8220;Eles mostram que Porto Alegre/RS, está com 5% das obras finalizadas. Então só Natal que está em situação de risco? Natal deixou cidades que eram favoritas para receber a Copa de fora, então algumas pessoas olham Natal de uma maneira mais crítica&#8221;.</p>
<p><strong>Greve</p>
<p></strong>A greve dos rodoviários também afetou o andamento das obras da Arena das Dunas. De acordo com Demétrio Torres, na segunda-feira 60% dos operários trabalharam e ontem foram 80%. &#8220;Para não nos prejudicar, estamos enviando ônibus para pagar os trabalhadores&#8221;. <br clear="all" /></p>
<hr />
</div>
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		<title>Governo paulista continua proibido de privatizar leitos do SUS  &#8211; via RBA</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:28:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Governo paulista continua proibido de privatizar leitos do SUS - via RBA]]></category>

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		<description><![CDATA[Governo paulista continua proibido de privatizar leitos do SUS Desembargadores do Tribunal de Justiça mantêm liminar que impede o estado de reservar 25% dos leitos do SUS para a iniciativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Governo paulista continua proibido de privatizar leitos do SUS</h1>
<p>Desembargadores do Tribunal de Justiça mantêm liminar que impede o estado de reservar 25% dos leitos do SUS para a iniciativa privada</p>
<div><a id="parent-fieldname-image" title="Apesar da liminar, governo estatual continua tentando privatizar o sistema de saúde (Foto:Marcello Casal JR/ABr)" href="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2012/05/governo-paulista-continua-proibido-de-privatizar-leitos-do-sus-em-sp/image"><img title="Apesar da liminar, governo estatual continua tentando privatizar o sistema de saúde (Foto:Marcello Casal JR/ABr)" src="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2012/05/governo-paulista-continua-proibido-de-privatizar-leitos-do-sus-em-sp/image_preview" alt="Governo paulista continua proibido de privatizar leitos do SUS" width="400" height="266" /></a>Apesar da liminar, governo estatual continua tentando privatizar o sistema de saúde (Foto:Marcello Casal JR/ABr)</p>
</div>
<div id="parent-fieldname-text">
<p>São Paulo – Por unanimidade, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu na tarde de hoje (15) manter a liminar que proíbe o governo estadual de reservar 25% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes particulares ou beneficiários de planos de saúde em hospitais públicos geridos por Organizações Sociais (OS). Em agosto do ano passado, o juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, concedeu liminar pedida pelo Ministério Público Estadual, que impede o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) de assinar, alterar ou aditar contratos de gestão com OS. Além disso, suspende os efeitos do Decreto Estadual 57.108, de 2011, do governador, que regulamenta a Lei Estadual 1.131, promulgada no final de dezembro de 2010 pelo também tucano Alberto Goldman.</p>
<p>Com a decisão dos desembargadores, até que seja julgado o mérito da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público o estado não poderá entrar com nenhuma outra medida jurídica, em qualquer instância, para obter autorização para a reserva nos hospitais. “Enquanto isso, todos os leitos desses hospitais estaduais ficam 100% à disposição dos pacientes do SUS”, comemora o promotor Arthur Pinto Filho, da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e Saúde Pública. Ele e o promotor Luiz Roberto Cicogna Faggioni são autores da Ação Civil Pública ainda sem data para julgamento.</p>
<p>Na ação, os promotores argumentam que tanto o decreto de Alckmin como a lei de Goldman agridem frontalmente inúmeras normas constitucionais e infraconstitucionais. E que, se implementada, a medida “criará uma situação aflitiva na saúde pública do Estado, uma vez que os dependentes do SUS perderão 25% dos leitos públicos dos hospitais estaduais de alta complexidade, que já são, notoriamente, insuficientes para o atendimento da demanda de nossa população”.</p>
<p>Renato Azevedo Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), também comemora. “A decisão é bem-vinda e justa porque essa lei estadual contraria o conceito de sistema público de saúde gratuito e igualitário e cria privilégios. Ao permitir a criação de duas filas, a do sistema público, muito maior, e a dos pacientes que podem pagar plano de saúde ou mesmo o atendimento particular, é claro que uma fila vai andar mais rápido que a outra”, diz.</p>
<p>Para Hélcio Marcelino, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaúde), o TJ confirma o que está escrito na lei. &#8220;O sistema público, que é universal e equitativo, não pode fazer diferenciações entre os seus usuários. Os desembargadores demonstraram respeitar a Constituição e a lei do SUS”. No entanto, o dirigente acredita que o governo paulista continuará buscando estratégias para privatizar também a saúde pública.</p>
</div>
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		<title>Banco do Brasil não pode ser utilizado para arranjos políticos do governo  &#8211; Concordo com a opinião da Contraf &#8211; Cut &#8211; MARCELO SOUZA</title>
		<link>http://marcelosouzarn.com.br/blog/banco-do-brasil-nao-pode-ser-utilizado-para-arranjos-politicos-do-governo-concordo-com-a-opiniao-da-contraf-cut-marcelo-souza/</link>
		<comments>http://marcelosouzarn.com.br/blog/banco-do-brasil-nao-pode-ser-utilizado-para-arranjos-politicos-do-governo-concordo-com-a-opiniao-da-contraf-cut-marcelo-souza/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 13:42:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Banco do Brasil não pode ser utilizado para arranjos políticos do governo - Concordo com a opinião da Contraf - Cut - MARCELO SOUZA]]></category>

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		<description><![CDATA[Na opinião da Contraf-CUT, o governo federal erra duas vezes ao indicar o ex-senador César Borges (PR-BA) para uma vice-presidência do Banco do Brasil. Primeiro, por envolver a empresa pública [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><img class="alignnone size-full wp-image-12900" title="images (11)" src="http://marcelosouzarn.com.br/wp/wp-content/uploads/2012/05/images-111-e1337089298139.jpg" alt="" width="640" height="443" /></h1>
<p>Na opinião da Contraf-CUT, o governo federal erra duas vezes ao indicar o ex-senador César Borges (PR-BA) para uma vice-presidência do Banco do Brasil. Primeiro, por envolver a empresa pública nos arranjos políticos do governo com os partidos da base aliada. Segundo, por colocar na direção da empresa um político de tradição claramente conservadora, que esteve ao lado dos governos neoliberais que dilapidaram o banco.</p>
<p>&#8220;Ao mesmo tempo em que diz querer ampliar o papel de banco publico do BB, com a correta política de redução dos juros ao consumidor e ampliação do crédito, o governo usa o banco para seus arranjos políticos com os partidos da base aliada. E ainda mais indicando um político com a história de Borges, político que o movimento sindical conhece de longa data por suas posições conservadoras&#8221;, avalia William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e secretário de Formação da Contraf-CUT.</p>
<p>A indicação de Borges, que deverá assumir o lugar de Ricardo Oliveira na direção do banco, contempla o PR, partido insatisfeito com a perda de espaço no governo, sobretudo após as denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes. Além disso, visa por fim à disputa de poder entre o comando do Banco do Brasil e a presidência da Previ. Oliveira é apontado no governo como um dos responsáveis por alimentar a guerra entre o presidente do BB, Aldemir Bendine, e o chefe da Previ, Ricardo Flores.</p>
<p>César Borges começou sua carreira política no antigo Partido da Frente Liberal (PFL), hoje chamado Democratas (DEM), partido pelo qual se elegeu deputado estadual, governador e senador pela Bahia. Foi secretário estadual de Recursos Hídricos de seu grande padrinho político Antônio Carlos Magalhães, o famigerado ACM, nome chave na direita brasileira desde a década de 1950 e importante apoiador da Ditadura Militar.</p>
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